Continuação Julia’s pov
- Tudo bem Nathan, não tem problema– eu disse
me sentando no sofá.
Ele se sentou ao meu
lado e ficou olhando bem dentro dos meus olhos.
- Mas o que você queria falar comigo?
- Precisava saber se você estava melhor hoje
você não tava com uma cara muito boa hoje, quando eu fui embora..
-Quando eu te expulsei? – eu disse e eu ele
gargalhamos.
- Sim, isso mesmo.
- Desculpa ta, eu realmente precisava ficar
sozinha.
- É e por culpa minha – ele disse olhando pra
baixo.
- Não, relaxa esquece isso.
- Ta então agora que eu já falei vou indo – ele
falou indo em direção a porta
-Ta bom, - eu disse indo junto com ele.
Quando eu abri a
porta estava chovendo muito, e com muita ventania.
- Nossa ta chovendo muito, Nathan se veio de
carro? – eu perguntei fechando a porta.
- Não, mas não me importo de tomar uma
chuvinha – ele falou rindo.
- Chuvinha? Isso ta com cara de tempestade.
-É mas relaxa eu chego vivo em casa é
pertinho.
- Não! Ta ventando muito.
- Vai senti minha falta se o vento me levar? –
ele disse mordendo o lábio
- Para de fantasiar, só não to afim de me
sentir culpada – falei eu e ele gargalhamos.
- Nossa ta né, minha moral ta baixa mesmo – ele
falou fazendo bico.
- Para de ser dramático viu! Fica ai, quando
melhorar a chuva você vai embora.
- A ja que você insiste eu fico! ele falo
voltando a se senta no sofá.
- Mais eai o que vamos fazer? - perguntei me
sentando ao seu lado
- Que tal um filme?
- Pode ser, que tipo de filme vc quer assisti?-
falei me levantando
- Que tal terror em? - ele falo dando uma
risada aterrorizante
- Acho melhor não, tenho medo ainda mais com esses
trovões ...
- Aaah para de ser boba ju, eu to aqui pra te
proteger! Ele falo mordendo os lábios.
- Hahaha seu bobo é mais fácil eu te proteger
né! - falei gargalhando alto
- Veremos então!
Coloquei o filme
STAKE LAND aquele filme me deixava aterrorizada, tava ate vendo q não ia dormi
depois desse filme, e ainda o nathan
ficava fazendo gracinha pra mim fica mais com medo..
A cada parte que me
dava muito medo eu chegava mais perto dele, já que além do filme ainda tinha os
trovões da tempestade que cada vez piorava. Até que do nada acabou a luz.
- Que bom, agora que eu não vou conseguir
dormir mesmo, vou pegar umas velas vem comigo Nathan – falei puxando ele.
- Nossa Ju eu não lembrava que você era tão
medrosa. – ele disse gargalhando.
- Para vai, a culpa é sua que quis ver esse
filme. – falei me grudando no braço dele enquanto descíamos a escada.
- Nossa Ju eu sei que você me ama e que ta se
aproveitando pra grudar em mim, mas não precisa esmagar meu braço – ele disse
rindo.
- Você nem é convencido né? Desculpa. – eu
disse soltando o braço dele.
- Eu tava brincando, pode segurar em mim, eu
sei que você tem pânico de escuro.
- É..é – eu disse enquanto comecei a sentir
lágrimas escorrendo.
- Pera, você ta chorando? – ele disse se
virando pra mim e secando as lágrimas com seu polegar.
- Não é nada deixa agora deixa e pegar as
velas. – eu disse me virando e abrindo a gaveta onde peguei um pacote grande de
velas.
- Pronto, agora já estou enxergando alguma
coisa. – eu disse enquanto terminava de acender as velas.
Fomos espalhando as
velas pela casa e a ultima coloquei na sala, onde ficamos sentados no tapete.
- Pronto. Nossa essa chuva não passa só piora,
você avisou que vinha aqui?– eu disse enquanto me encolhia.
- Não, minha mãe tava dormindo. Você ta com
frio? – ele me perguntou enquanto se aproximava.
- Sim, vamos comigo ali no meu quarto pegar
cobertores. – eu disse me levantando.
- Nossa, já quer me levar pro quarto? Sou um
menino puro e indefeso. – ele disse eu e ele gargalhamos.
- Para de ser bobo – disse dando um tapa no
ombro dele.
- Ok ok
Pegamos os cobertores
e logo descemos pra sala novamente.Cada um pegou um cobertor e ficamos sentados
na sala enrolados cada um em um cobertor.
- Então, posso te fazer uma pergunta? – ele
disse olhando nos meus olhos.
- Claro.
- Porque você me expulsou hoje, e porque chorou
a tarde inteira?
- São duas perguntas – eu disse rindo.
-Não foge das minhas perguntas, por favor –
ele falou olhando fixamente em meus olhos.
- Eu não chorei, quem te falou isso?
- Ninguém falou, mas você tava com a cara
inchada quando eu cheguei, não se esqueça que eu já te vi chorar várias vezes e
eu sei como você fica, quando chora, me conta logo, porque chorou?
- Eu não sei, fiquei meio mal só isso – falei
desviando o olhar.
- Ta se você não quer falar eu aceito. Mas e a
outra pergunta?
- Eu te expulsei, porque fiquei nervosa, e não
queria ter motivos pra me arrepender depois.
- Entendo, mas por favor não chore por isso,
não gosto de te ver mal e ainda mais quando sei que a culpa é minha. – Ele
disse virando meu rosto e olhando em meus olhos.
Nossa aqueles olhos
verdes realmente me faziam parar de pensar, ele foi se aproximando, e me
abraçou, depois me deu um beijo na testa, um na bochecha e por fim, celou
nossos lábios dando inicio a um beijo calmo, que logo começou a virar um beijo
intenso, ele começou a levantar a minha blusa e eu logo me afastei.
- Porque se afastou de novo? – ele disse se
aproximando.
- Já disse, não quero me arrepender.
- Tudo bem,prometo que não vou mais insistir,
mas não me expulsa por favor ta chovendo – ele disse rindo.
- Bobo, eu não vou te expulsar.
- Haha , obrigado.
- Nossa eu ainda to com frio. – eu disse me
enrolando mais no cobertor.
- Posso te abraçar?os dois juntos esquenta
mais. – ele disse se aproximando.
- Ok, mas só porque está muito frio mesmo, e os
outros cobertores tão quarto da minha mãe e eu to com preguiça de buscar.
Logo ficamos
abraçados, como um casal de namorados. Acordei com a claridade que vinha das
janelas, olhei para o lado e vi que o Nathan estava dormindo, então peguei o
celular e pra ver que horas eram, nossa já são 12:00.
- Nathan, Nathan – chamava, enquanto
chacoalhava ele.
- Pronto já acordei, pode parar de me
chacoalhar.
- Desculpa. – eu falei levantando.
- Que horas são? – ele me perguntou se
levantando.
- 12:00.
- Nossa, sério? Minha mãe vai me matar! – ele
disse saindo correndo
- É por isso te chacoalhei, vai querer o que de
café da manhã?
- Nada, já vou indo desculpa. – ele disse vindo
até mim.
Ele me deu um celinho e logo saiu correndo pela porta.
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